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Não se mede esforços para salvar vidas
23/11/2018

A equipe da Unimed Aeromédica passou por uma situação bastante inusitada no mês de outubro. Na noite do dia 16, a empresa recebeu uma solicitação de transporte aeromédico para remover um paciente com sintomas de uma inflamação intra-abdominal, que se encontrava em Gurupá, no Pará, cidade que fica à beira do Rio Amazonas e conta com poucos recursos médicos. A.J.L.N, de 32 anos, é beneficiário da Central Nacional Unimed e conta com o serviço de transporte aeromédico agregado ao seu plano de saúde.

Antes mesmo de ter informações precisas sobre o quadro clínico do paciente (ele foi diagnosticado, posteriormente, com cálculo renal), a Aeromédica já sabia que a logística da operação seria complexa, devido, especialmente, à localização e a falta de estrutura da região. A equipe precisaria, então, superar desafios para conseguir entrar em contato com os profissionais de saúde que atendiam o paciente no local e para definir a rota do voo, já que a região sofre com a precariedade da infraestrutura aeroportuária.

A dificuldade de contato com a equipe local foi sanada a partir de um esforço conjunto entre a irmã do paciente, Ana, e a equipe da Gestão de Atendimento e Logística da Aeromédica, que mantiveram contato permanente até estabelecer um diagnóstico mais preciso sobre o estado de saúde do paciente e encontrar uma solução para o transporte. “Eu entendia perfeitamente a dificuldade da Aeromédica de realizar a remoção, devido à falta de estrutura da região. Mas insistimos e não desistimos até encontrarmos uma saída”, contou Ana. E a solução foi bastante atípica.

Logística do transporte

Ana, orientada pela equipe do Hospital Municipal de Gurupá, indicou para a Aeromédica uma pista de pouso próxima ao munícipio, que, por não ser homologada, não pôde ser utilizada — devido à falta de registro, não era possível obter informações precisas sobre a pista, o que poderia comprometer a segurança da operação. A equipe operacional da Aeromédica entrou em ação para superar esse empecilho e identificou que a pista homologada mais próxima à localização do paciente ficava em Porto de Moz, município localizado a 1h30 de Gurupá.

Definiu-se, então, de onde partiria o voo que levaria A.J.L.N a um local com mais recursos médicos, mas os desafios não pararam por aí. Não existem estradas que ligam a região de Gurupá à cidade de Porto de Moz e a viagem entre os dois municípios é feita exclusivamente por meio de barco. A irmã do paciente e a responsável pelo hospital onde o paciente se encontrava internado, com o constante auxílio da equipe da Aeromédica, viabilizaram o transporte fluvial, em lancha que contava com equipamentos básicos para manter o paciente estável.

Depois de toda a definição logística, a operação começou na prática. O paciente embarcou na lancha com destino a Porto de Moz por volta das 12h do dia 17, pouco antes do avião da Aeromédica decolar de Macapá — a logística foi planejada para que a aeronave já estivesse pronta para o paciente embarcar quando ele chegasse a Porto de Moz. A operação foi concluída com sucesso e o paciente foi entregue, às 17h, ao Hospital Saúde da Mulher, em Belém, de onde foi liberado alguns dias depois, com a saúde completamente reestabelecida.

Esforços para salvar vidas

A operação realizada pela Aeromédica para transportar o paciente para um local com os recursos médicos adequados ao seu estado clínico foi bastante atípica em relação ao trabalho comumente executado pela empresa. Ainda assim, a peculiaridade da missão contribuiu para reforçar o empenho da Aeromédica em cumprir seu principal objetivo: atender os clientes com qualidade, a qualquer hora e lugar. “Mesmo sabendo que seria um desafio muito grande, não medimos esforços para realizar a remoção e reestabelecer a tranquilidade da família. Saber que o paciente está recuperado e que contribuímos para isso é mais uma motivação para que a gente continue realizando nosso trabalho com máxima excelência”, pontuou o gestor operacional da empresa, Wagner Cláudio Teixeira.

Ana, que não via o irmão há anos e foi visita-lo exatamente no momento da doença, teve um papel fundamental no sucesso da operação, fornecendo informações para as equipes médica e operacional e viabilizando a superação dos desafios. Ana fez questão de externar sua gratidão à Aeromédica pelo trabalho realizado. “Eu queria muito poder abraçar a cada um que me ajudou desde o primeiro contato, me dando forças e me fazendo acreditar que daria certo. Quero externar o meu agradecimento e de toda a minha família a todos que se empenharam nessa remoção. O médico disse que ele poderia perder um dos rins ou até mesmo sofrer uma consequência mais grave caso ficasse mais um dia sem atendimento adequado. A Unimed Aeromédica salvou a vida do meu irmão”, disse.